Contas da campanha de Dilma em 2010 serão investigadas pela força-tarefa da Lava-Jato | Zanquetta Vitorino Advogados Associados

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10/03/2015 14h46

Contas da campanha de Dilma em 2010 serão investigadas pela força-tarefa da Lava-Jato

Ao enviar para 13ª Vara Federal de Curitiba o pedido de inquérito contra o ex-ministro Antonio Palocci, a Procuradoria-Geral da República (PGR) colocou a arrecadação da campanha de Dilma Rousseff em 2010 dentro das investigações da Operação Lava-Jato. Ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil com Dilma, Palocci está na mesma petição em que a PGR argumentou a impossibilidade de investigar a presidente por "atos estranhos ao exercício de suas funções".

Dilma foi citada em depoimento pelo doleiro Alberto Yousseff, e Palocci aparece em depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em 2010, Palocci teria solicitado um repasse de R$ 2 milhões do caixa do PP, abastecido com dinheiro desviado da estatal, para campanha de Dilma, que ele coordenava. O pagamento teria sido feito por Youssef, que nega a informação.

No depoimento, Costa afirma que conheceu Palocci em 2004, quando o então ministro da Fazenda integrava o conselho de administração da Petrobras. À época, Dilma presidia o conselho e era ministra de Minas e Energia. O delator diz que, em virtude de sua presença na diretoria de abastecimento, esteve "em várias reuniões com Antonio Palocci".

Segundo Costa, a solicitação do repasse de R$ 2 milhões foi apresentada por Youssef, que não esclareceu se era um pedido feito pessoalmente por Palocci ou por algum dos seus assessores. O ex-diretor diz ter autorizado o pagamento, que teria tido a execução confirmada pelo doleiro. No entanto, em depoimento, Youssef declarou "categoricamente que esta afirmação não é verdadeira".

O possível desgaste político do inquérito provoca calafrios no PT, já que Palocci coordenou a primeira campanha de Dilma. Sem foro privilegiado, o ex-ministro teve seu caso enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sergio Moro. A investigação será realizada por Ministério Público Federal e Polícia Federal no Paraná.

O PT também se preocupa com o surgimento de novos elementos da investigação capazes de confirmar a afirmação de Youssef sobre o conhecimento do Palácio do Planalto dos fatos apurados na Lava-Jato. Em sua delação, o doleiro explicou que a menção ao palácio se tratava do ex-presidente Lula, da presidente Dilma e dos ex-ministros Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Antonio Palocci, José Dirceu e Edison Lobão.

O trecho da delação consta na decisão do ministro Teori Zavascki, divulgada na sexta-feira, que autorizou o envio do pedido de inquérito para Curitiba. Apesar das citações, o magistrado escreveu que a crença de Youssef de que determinadas autoridades soubessem dos episódios ocorridos na Petrobras "não pode gerar, automaticamente, providência de investigação direta quanto a eles se não há nenhuma indicação sequer de um dado que permita essa conclusão".

Ex-prefeito de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, o médico Antonio Palocci Filho foi ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff em duas pastas distintas.

Nome forte na campanha de Lula em 2002, foi titular do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2006, quando deixou o cargo abatido por um escândalo.

O ministro teve acesso de forma ilegal ao extrato da conta bancária do caseiro Francenildo Costa. O caseiro havia afirmado que Palocci frequentava uma mansão em Brasília, onde realizava festas e reuniões com lobistas.

Antes, em 2005, Palocci já havia sido acusado pelo advogado Rogério Buratti, ex-secretário na primeira gestão do petista em Ribeirão Preto, de ter recebido R$ 50 mil de empresa que fraudava licitações de coleta de lixo.

Deputado federal entre 2007 e 2010, Palocci recuperou força política e coordenou a primeira campanha de Dilma. Ao lado de José Eduardo Cardozo e de José Eduardo Dutra, fez parte do grupo central da campanha, apelido de "três porquinhos".

Com a vitória de Dilma, Palocci assumiu a Casa Civil no início do governo da presidente, em 2011.

Deixou o cargo em junho do mesmo ano, após denúncia do jornal Folha de S.Paulo de que teria aumentado seu patrimônio em 20 vezes entre 2006 e 2010.

Segundo o jornal, ele teria atuado em consultorias a empresas interessadas em negócios com o governo. Palocci negou tráfico de influência.


Fonte: Zero Hora

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